Condenação ocorre quatro anos após o desaparecimento da vítima, que saiu de casa para comprar comida e foi encontrada em uma área de mata.
Quatro anos após o desaparecimento de uma jovem em Maricá, o caso chegou a um desfecho no Tribunal do Júri. Um homem foi condenado a 20 anos de prisão pelo feminicídio da jovem, morta em julho de 2022.
A decisão foi proferida na terça-feira (18), após acusação apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Maricá. O corpo da vítima foi localizado sete dias após o desaparecimento, em uma área de mata na Estrada dos Cajueiros, em Itaipuaçu.
Jovem saiu de casa e não retornou
A vítima desapareceu no início da noite de 19 de julho de 2022. Segundo familiares, ela havia saído de casa para comprar um combo de esfirras e não retornou.
De acordo com relatos, a jovem tinha o hábito de avisar aos familiares quando saía ou passava a noite fora de casa. Por isso, o desaparecimento chamou a atenção e mobilizou familiares e equipes de segurança.
As buscas continuaram durante os dias seguintes, até que, uma semana depois, o corpo foi encontrado.
Corpo foi localizado em área de mata
O corpo da jovem foi encontrado em uma região de mata às margens da Estrada dos Cajueiros, em Itaipuaçu.
Um funcionário da Prefeitura de Maricá localizou a vítima durante a realização de uma obra nas proximidades.
Segundo a denúncia apresentada pelo MPRJ, a jovem havia marcado um encontro com o condenado. Após o crime, conforme a acusação, o corpo teria sido abandonado na área de mata.
A vítima foi encontrada sem roupas e apresentava ferimentos na região da cabeça e das costelas.
Investigações ajudaram a esclarecer o caso
As investigações apontaram que o celular da jovem foi desligado pouco depois do desaparecimento.
Além disso, sinais captados por antenas de telefonia indicaram que o aparelho esteve próximo da região onde o corpo foi encontrado.
Com isso, a investigação sustentou a hipótese de que o crime ocorreu pouco depois de a vítima sair de casa.
Júri reconheceu qualificadoras do feminicídio
O Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras apresentadas na acusação, incluindo motivo torpe, menosprezo à condição de mulher e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Na sentença, a Justiça também considerou a violência empregada contra a jovem e os impactos provocados pela morte na família.
O homem foi condenado a 20 anos de prisão e permanecerá preso, sem direito de recorrer em liberdade.
A condenação representa o desfecho judicial de um caso que marcou Maricá e deixou familiares sem a possibilidade de realizar um velório e se despedir da jovem. O julgamento ocorreu quatro anos após o crime.


