HomeNotíciasItaipuaçuNova estação promete transformar o saneamento de Itaipuaçu

Nova estação promete transformar o saneamento de Itaipuaçu

A futura Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Itaipuaçu promete representar um dos maiores investimentos em saneamento da história de Maricá. Com capacidade prevista para tratar mais de 51 milhões de litros de esgoto por dia, a unidade será fundamental para ampliar a cobertura da rede no 4º distrito e acompanhar o crescimento acelerado da população.

A obra será construída no Jardim Atlântico Central e faz parte de um contrato de R$ 466,9 milhões, que também contempla a implantação de um emissário terrestre e submarino. O projeto já foi contratado e deverá transformar a infraestrutura de saneamento de Itaipuaçu nos próximos anos.

ETE será peça-chave para ampliar a rede de esgoto

A nova estação foi planejada para receber o esgoto coletado em diferentes regiões de Itaipuaçu. Segundo a Prefeitura de Maricá, a rede implantada no Jardim Atlântico Leste, com cerca de 103 quilômetros de extensão, será conectada à futura ETE. O mesmo deverá ocorrer com a expansão da rede no Recanto de Itaipuaçu, que inicialmente utilizaria uma solução compacta até a entrada em operação da estrutura definitiva.

Nos documentos estratégicos da Sanemar, publicados entre 2025 e 2026, o sistema aparece integrado a um emissário terrestre e submarino com aproximadamente 4,9 quilômetros de extensão, consolidando a ETE como o principal equipamento de tratamento de esgoto do distrito.

Entretanto, um ponto ainda gera dúvidas. O relatório integrado publicado no Jornal Oficial de Maricá (JOM) informa que o projeto básico foi desenvolvido para tratar 600 litros por segundo, o equivalente a 51.840 metros cúbicos por dia, ou cerca de 51,8 milhões de litros diariamente. Por outro lado, outro relatório oficial da própria Sanemar menciona uma capacidade de 900 litros por segundo, correspondente a 77,7 milhões de litros por dia. Até o momento, a divergência entre os documentos não recebeu um esclarecimento público detalhado.

Emissário submarino ainda levanta questionamentos

Além da estação, o contrato prevê a implantação de um emissário submarino, responsável pela disposição final do efluente tratado. Embora sua existência esteja confirmada na documentação oficial, diversos detalhes técnicos ainda não foram divulgados.

Informações como o trajeto definitivo, o diâmetro da tubulação, o tipo de difusor, a profundidade da descarga e as coordenadas exatas do lançamento ainda não estão disponíveis de forma acessível à população.

Essa ausência de informações chama atenção porque obras desse porte costumam exigir amplo acompanhamento ambiental. Em projetos semelhantes realizados anteriormente em Maricá, audiências públicas discutiram temas como monitoramento da qualidade da água, impactos sobre a vida marinha, preservação da restinga e proteção do sistema lagunar. Por isso, especialistas defendem que a futura ETE de Itaipuaçu também tenha um processo transparente de divulgação dessas informações.

Obra já foi contratada e deve transformar o saneamento de Itaipuaçu

A implantação da ETE já superou a fase de planejamento. A licitação foi homologada em janeiro de 2026, e o contrato com o Consórcio Saneando Maricá foi assinado em 29 de abril de 2026, com vigência de 30 meses e prazo de 27 meses para execução a partir da ordem de início dos serviços.

Segundo a Prefeitura, a estação faz parte da estratégia para ampliar significativamente a cobertura de coleta e tratamento de esgoto no município. Em 2026, Maricá informou que tratava cerca de 16% do esgoto gerado, com a meta de alcançar 54% até 2028. Nesse contexto, a ETE de Itaipuaçu é considerada uma das principais obras para consolidar o chamado cinturão de saneamento do 4º distrito, trazendo benefícios para a saúde pública, o meio ambiente e a valorização urbana.

Apesar do avanço contratual, moradores ainda aguardam a divulgação de informações importantes, como o cronograma detalhado das obras, o licenciamento ambiental atualizado, a capacidade definitiva da estação, o plano de monitoramento ambiental, a estratégia para manejo do lodo gerado e o andamento físico-financeiro da implantação. A expectativa é que essas informações sejam disponibilizadas ao longo da execução do projeto, permitindo que a população acompanhe uma das maiores obras de infraestrutura já previstas para Itaipuaçu.

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