quinta-feira, junho 20, 2024
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Comerciante diz que foi expulso de casa pelo trafico em Maricá

Morador de Inoã, situado no distrito de Maricá, relata ter sido expulso de sua casa e enfrentado invasão, roubo e vandalismo por criminosos, resultante de uma disputa entre vizinhos por conta de um cano de esgoto. O incidente ocorreu no último mês.

Por receio pela própria vida, uma vez que afirma ter recebido ameaças de morte, ele e sua esposa e duas filhas, uma das quais é autista, passaram quase uma semana dormindo diante da sede da 82ª Delegacia de Polícia em Maricá.

Atualmente, o homem está em local desconhecido, incapaz de desempenhar suas atividades profissionais e enfrenta dificuldades para arcar com o custo de um medicamento essencial para sua filha, avaliado em cerca de R$ 300.

“Essa confusão começou após o meu vizinho de baixo, a gente morava em uma casa de dois andares, reclamar dos canos de esgoto que estavam aparentes. A tia da minha esposa, que vendeu a casa para ele, perguntou o que ele queria que fosse feito. Fizemos uma modificação no encanamento. No entanto, mesmo assim, ele não gostou e passou a brigar”, relata.

Nascido no Guarujá (SP) e morando em Maricá desde os 2 anos de idade, o comerciante relatou ter rejeitado a ordem, desencadeando, a partir desse momento, uma série de perseguições e ameaças contra ele.

“Eu disse pra eles que era trabalhador e que não tinha nada para resolver na boca de fumo. Um bandido perguntou se eu queria que ele fosse lá me pegar. Eu disse que não, e eles passaram a atirar na minha casa. Eu consegui fugir correndo por trás da casa. Mas, eles pegaram a minha esposa e as minhas duas filhas [de 12 e 2 anos]”, lembra.

Nesta quarta-feira (13), o comerciante e a família estiveram na Alerj e estão sendo acompanhados pelo gabinete do deputado estadual Filippe Poubel (PL), que informou estar cobrando das polícias Militar e Civil uma solução para o caso.

A Polícia Civil afirmou que “o caso foi registrado e diligências estão em andamento para apurar o fato”, mas não comentou sobre o investigador da 82ª DP ter orientado o comerciante a deixar cidade com a família.